um dia uma musica na saudade do fado

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terça-feira, 8 de junho de 2010

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domingo, 30 de maio de 2010

quinta-feira, 22 de abril de 2010

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

COMIGO ME DESAVIM

Comigo me desavim,
No extremo som do perigo;
Não posso aturar comigo
Nem posso fugir de mim.



Com dor da gente fugia
Antes que esta assi crecesse;
Agora já fugiria



De mim se de mim pudesse.
QUE FIM meo espero ou que
Do vão trabalho que sigo
Se trago comigo uma Mim
Tamanho Imigo de mim?


Sá de Miranda
(1421 - 1558)

E OUVIR A TOURADA

sábado, 10 de outubro de 2009

Receita de Jovialidade de Pablo Picasso
"Deita fora todos os números não essenciais à tua sobrevivência.
Isso inclui idade, peso e altura.
Deixa o médico preocupar-se com eles.
É para isso que ele é pago.
Frequenta, de preferência, amigos alegres.
Os de "baixo astral" põem-te em baixo.
Continua aprendendo...
Aprende mais sobre computador, artesanato, jardinagem, qualquer coisa.
Não deixes o teu cérebro desocupado.
Uma mente sem uso é a oficina do diabo.
E o nome do diabo é Alzheimer.
Curte coisas simples.
Ri sempre, muito e alto.
Ri até perder ofôlego.
Lágrimas acontecem.
Aguenta, sofre e segue em frente.
A única pessoa que te acompanha a vida toda és tu mesmo.
Mantém-te vivo, enquanto vives!
Rodeia-te daquilo de que gostas: família, animais,
lembranças, música, plantas, um hobby, o que for.
O teu lar é o teu refúgio.
Aproveita a tua saúde;
Se for boa, preserva-a.
Se está instável, melhora-a.
Se está abaixo desse nível, pede ajuda.
Não faças viagens de remorso.
Viaja para o Shopping, para a cidade vizinha, para um paísestrangeiro,
mas não faças viagens ao passado.
Diz a quem amas, que realmente os amas, em todas as
oportunidades.
E lembra-te sempre de que:
A vida não é medida pelo número de vezes que respiraste, mas pelos
momentos em que perdeste o fôlego:
de tanto rir...
de surpresa...
de êxtase...
de felicidade..."
"Há pessoas que transformam o Sol numa simples mancha amarela, mas há
também as que fazem de
uma simples mancha amarela o próprio Sol"
Pablo Picasso

terça-feira, 8 de setembro de 2009

no reino do Algarves.1
Título: 69 Poemas de Amor
Género: PoesiaFormato: 12 / 19 cm
Nº Págs.: 80
Livarias: Pátio de Letras
- Trama
- Bulhosa (Entrecampos)
- Livrododia
- Poesia Incompleta
- Pó dos Livros
- Livraria Odiana

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

limpezas 2
I opened wide the bath-room door, And all at once switched on the light, When moving swift across the floor I saw a streak of ebon bright: Then quick, with slipper in my hand, Before it could escape,--I slammed. I missed it once, I missed it twice, But got it ere it gained its lair. I fear my words were far from nice, Though d----s with me are rather rare: Then lo! I thought that dying roach Regarded me with some reproach. Said I: "Don't think I grudge you breath; I hate to spill your greenish gore, But why did you invite your death By straying on my bath-room floor?" "It is because," said he (or she), "Adventure is my destiny. "By evolution I was planned, And marvellously made as you; And I am led to understand The selfsame God conceived us two: Sire, though the coup de grâce you give, Even a roach has right to live." Said I: "Of course you have a right,-- But not to blot my bath-room floor. Yet though with slipper I may smite, Your doom I morally deplore . . . From cellar gloom to stellar space Let bards and beetles have their place Poet: Robert William Poem: Death Of A Cockroach Volume: Carols of an Old Codger

terça-feira, 21 de julho de 2009

É proibido.

É proibido chorar sem aprender, Levantar-se um dia sem saber o que fazer Ter medo de suas lembranças. É proibido não rir dos problemas Não lutar pelo que se quer, Abandonar tudo por medo, Não transformar sonhos em realidade. É proibido não demonstrar amor Fazer com que alguém pague por tuas dúvidas e mau-humor. É proibido deixar os amigos. Não tentar compreender o que viveram juntos Chamá-los somente quando necessita deles. É proibido não ser você mesmo diante das pessoas, Fingir que elas não te importam, Ser gentil só para que se lembrem de você, Esquecer aqueles que gostam de você. É proibido não fazer as coisas por si mesmo, Não crer em Deus e fazer seu destino, Ter medo da vida e de seus compromissos, Não viver cada dia como se fosse um último suspiro. É proibido sentir saudades de alguém sem se alegrar, Esquecer seus olhos, seu sorriso, só porque seus caminhos sedesencontraram, Esquecer seu passado e pagá-lo com seu presente. É proibido não tentar compreender as pessoas, Pensar que as vidas deles valem mais que a sua, Não saber que cada um tem seu caminho e sua sorte. É proibido não criar sua história, Deixar de dar graças a Deus por sua vida, Não ter um momento para quem necessita de você, Não compreender que o que a vida te dá, também te tira. É proibido não buscar a felicidade, Não viver sua vida com uma atitude positiva Não pensar que podemos ser melhores, Não sentir que sem você este mundo não seria igual.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

quarta-feira, 24 de junho de 2009

convite

Obra vencedora do Prémio Internacional Palavra Ibérica 2009

Dia 26 de Junho às 21h

Local: Bar Cyti_0 – Largo Pé da Cruz – Faro

Dia 27 de Junho às 21h

Local: Recreativa Olhanense - Olhão

Leituras de Cidália de Brito Apresentação de Tiago Nené

segunda-feira, 8 de junho de 2009

POEMA DE

Carlos Drummond de Andrade
E agora, José?
A festa acabou, a luz apagou, o povo sumiu, a noite esfriou, e agora, José? e agora, você? você que é sem nome, que zomba dos outros, você que faz versos, que ama protesta, e agora, José? Está sem mulher, está sem discurso, está sem carinho, já não pode beber, já não pode fumar, cuspir já não pode, a noite esfriou, o dia não veio, o bonde não veio, o riso não veio, não veio a utopia e tudo acabou e tudo fugiu e tudo mofou, e agora, José? E agora, José? Sua doce palavra, seu instante de febre, sua gula e jejum, sua biblioteca, sua lavra de ouro, seu terno de vidro, sua incoerência, seu ódio - e agora? Com a chave na mão quer abrir a porta, não existe porta; quer morrer no mar, mas o mar secou; quer ir para Minas, Minas não há mais. José, e agora? Se você gritasse, se você gemesse, se você tocasse a valsa vienense, se você dormisse, se você cansasse, se você morresse… Mas você não morre, você é duro, José! Sozinho no escuro qual bicho-do-mato, sem teogonia, sem parede nua para se encostar, sem cavalo preto que fuja a galope, você marcha, José! José, pra onde?

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Poema Zen: "Um dia podemos descobrir que toda viagem é, de algum modo uma peregrinação em busca de algum lugar que é o coração do viajante. Seu destino é sua realidade interior. Mas faz parte do ritual a busca de lugares distantes, onde seu coração sempre vai desejoso de um encontro que nem sempre acontece."

domingo, 10 de maio de 2009

SE TE QUERES MATAR

Álvaro de Campos

Se te queres matar, por que não te queres matar?  Ah, aproveita! que eu, que tanto amo a morte e a vida,  Se ousasse matar-me, também me mataria...  Ah, se ousares, ousa!  De que te serve o quadro sucessivo das imagens externas  A que chamamos o mundo?  A cinematografia das horas representadas  Por atores de convenções e poses determinadas,  O circo policromo do nosso dinamismo sem fím?  De que te serve o teu mundo interior que desconheces?  Talvez, matando-te, o conheças finalmente...  Talvez, acabando, comeces...  E, de qualquer forma, se te cansa seres,  Ah, cansa-te nobremente,  E não cantes, como eu, a vida por bebedeira,  Não saúdes como eu a morte em literatura!  Fazes falta? Ó sombra fútil chamada gente!  Ninguém faz falta; não fazes falta a ninguém...  Sem ti correrá tudo sem ti.  Talvez seja pior para outros existires que matares-te...  Talvez peses mais durando, que deixando de durar...  A mágoa dos outros?... Tens remorso adiantado  De que te chorem?  Descansa: pouco te chorarão...  O impulso vital apaga as lágrimas pouco a pouco,  Quando não são de coisas nossas,  Quando são do que acontece aos outros, sobretudo a morte,  Porque é coisa depois da qual nada acontece aos outros...  Primeiro é a angústia, a surpresa da vinda  Do mistério e da falta da tua vida falada...  Depois o horror do caixão visível e material,  E os homens de preto que exercem a profissão de estar ali.  Depois a família a velar, inconsolável e contando anedotas,  Lamentando a pena de teres morrido,  E tu mera causa ocasional daquela carpidação,  Tu verdadeiramente morto, muito mais morto que calculas...  Muito mais morto aqui que calculas,  Mesmo que estejas muito mais vivo além...  Depois a trágica retirada para o jazigo ou a cova,  E depois o princípio da morte da tua memória.  Há primeiro em todos um alívio  Da tragédia um pouco maçadora de teres morrido...  Depois a conversa aligeira-se quotidianamente,  E a vida de todos os dias retoma o seu dia...  Depois, lentamente esqueceste.  Só és lembrado em duas datas, aniversariamente:  Quando faz anos que nasceste, quando faz anos que morreste.  Mais nada, mais nada, absolutamente mais nada.  Duas vezes no ano pensam em ti.  Duas vezes no ano suspiram por ti os que te amaram,  E uma ou outra vez suspiram se por acaso se fala em ti.  Encara-te a frio, e encara a frio o que somos...  Se queres matar-te, mata-te...  Não tenhas escrúpulos morais, receios de inteligência! ...  Que escrúpulos ou receios tem a mecânica da vida?  Que escrúpulos químicos tem o impulso que gera  As seivas, e a circulação do sangue, e o amor?  Que memória dos outros tem o ritmo alegre da vida?  Ah, pobre vaidade de carne e osso chamada homem.  Não vês que não tens importância absolutamente nenhuma?  És importante para ti, porque é a ti que te sentes.  És tudo para ti, porque para ti és o universo,  E o próprio universo e os outros  Satélites da tua subjetividade objetiva.  És importante para ti porque só tu és importante para ti.  E se és assim, ó mito, não serão os outros assim?  Tens, como Hamlet, o pavor do desconhecido?  Mas o que é conhecido? O que é que tu conheces,  Para que chames desconhecido a qualquer coisa em especial?  Tens, como Falstaff, o amor gorduroso da vida?  Se assim a amas materialmente, ama-a ainda mais materialmente,  Torna-te parte carnal da terra e das coisas!  Dispersa-te, sistema físico-químico  De células noturnamente conscientes  Pela noturna consciência da inconsciência dos corpos,  Pelo grande cobertor não-cobrindo-nada das aparências,  Pela relva e a erva da proliferação dos seres,  Pela névoa atômica das coisas,  Pelas paredes turbihonantes  Do vácuo dinâmico do mundo...  Álvaro de Campos, in "Poemas"  Heterónimo de Fernando Pessoa

sábado, 21 de março de 2009

pintura de lydia cristina

FLORESTA Quem planta uma floresta

Planta uma festa.

Planta a música e os ninhos,Faz saltar os coelhinhos.

Planta o verde vertical,Verte o verde,Vário verde vegetal.

Planta o perfumeDas seivas e flores,Solta borboletas de todas as cores.

Planta abelhas, planta pinhõesE os piqueniques das excursões.

Planta a cama mais a mesa.Planta o calor da lareira acesa.

Planta a folha de papel,A girafa do carrocel.

Planta barcos para navegar,E a floresta flutua no mar.

Planta carroças para rodar,Muito a floresta vai transportar.

Planta bancos de avenida,Descansa a floresta de tanta corrida.

Planta um piãoNa mão de uma criança:A floresta ri, rodopia e avança. Luísa Ducla Soares

visto no blog da biblioteca

terça-feira, 6 de janeiro de 2009



Quando os Homens se convençam
Que à força nada se faz,
Serão f'lizes que pensam os
Num mundo de paz e amor.



ANTÓNIO ALEIXO
(1899 - 1949)
QUADRA POPULAR

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

PORQUE É NATAL..

Não é que eu tenha muita esperança

nas coisas deste mundo

e muito menos no outro



mas ainda gostava de apanhar o mesmo comboio

para Paris




meio clandestino

de quando era jovem



quinta-feira, 16 de outubro de 2008




Perguntei a um sábio,
a diferença que havia
entre amor e amizade,
ele me disse essa verdade...
O Amor é mais sensível,
a Amizade mais segura.
O Amor nos dá asas,
a Amizade o chão.
No Amor há mais carinho,
na Amizade compreensão.
O Amor é plantado
e com carinho cultivado,
a Amizade vem faceira,
e com troca de alegria e tristeza,
torna-se uma grande e querida
companheira.
Mas quando o Amor é sincero
ele vem com um grande amigo,
e quando a Amizade é concreta,
ela é cheia de amor e carinho.
Quando se tem um amigo
ou uma grande paixão,
ambos sentimentos coexistem
dentro do seu coração.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

MENDIGO DEL AIRE COMO aspira el aire un recién nacido, a bocanadas profundas, maldigo los relojes y espero en el pliegue de las horas ese labios oscuro que a sí mismo se alumbra y justifica. ¿Acaso soy culpable de decir en vano la sombra de tu palabra? ¿Acaso prefieres el silencio del olvido? No es posible el olvido para quien te piensa, para quien te guarda dentro, a salvo de espadas, a resguardo del fuego, húmeda como el giro de una vida en los capilares de otra vida SANTIAGO AGUADED LANDERO compra-se aqui o blog

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

PABLO NERUDA

Não te quero senão porque te quero, e de querer-te a não te querer chego, e de esperar-te quando não te espero, passa o meu coração do frio ao fogo. Quero-te só porque a ti te quero, Odeio-te sem fim e odiando te rogo, e a medida do meu amor viajante, é não te ver e amar-te, como um cego. Tal vez consumirá a luz de Janeiro, seu raio cruel meu coração inteiro, roubando-me a chave do sossego, nesta história só eu me morro, e morrerei de amor porque te quero, porque te quero amor, a sangue e fogo.
LI EM SAMARTAIME

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

A felicidade exige valentia.




"Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes mas, não

esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo, e posso Evitar que ela vá à falência.

Ser feliz é Reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios,

incompreensões e períodos de crise. Ser feliz é deixar de ser vítima dos

Problemas e se Tornar um autor da própria história.

É atravessar desertos fora de si, mas ser Capaz de encontrar um oásis não

recondito da sua alma.

É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter

medo dos Próprios Sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para

não ouvir um '. É ter segurança para Receber uma crítica, mesmo que injusta.

Pedras no caminho?

Guardo todas, um dia vou construir um castelo ... "



FERNANDO PESSOA

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