um dia uma musica na saudade do fado
terça-feira, 8 de junho de 2010
domingo, 30 de maio de 2010
quinta-feira, 22 de abril de 2010
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
sábado, 10 de outubro de 2009
terça-feira, 8 de setembro de 2009
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
I opened wide the bath-room door,
And all at once switched on the light,
When moving swift across the floor
I saw a streak of ebon bright:
Then quick, with slipper in my hand,
Before it could escape,--I slammed.
I missed it once, I missed it twice,
But got it ere it gained its lair.
I fear my words were far from nice,
Though d----s with me are rather rare:
Then lo! I thought that dying roach
Regarded me with some reproach.
Said I: "Don't think I grudge you breath;
I hate to spill your greenish gore,
But why did you invite your death
By straying on my bath-room floor?"
"It is because," said he (or she),
"Adventure is my destiny.
"By evolution I was planned,
And marvellously made as you;
And I am led to understand
The selfsame God conceived us two:
Sire, though the coup de grâce you give,
Even a roach has right to live."
Said I: "Of course you have a right,--
But not to blot my bath-room floor.
Yet though with slipper I may smite,
Your doom I morally deplore . . .
From cellar gloom to stellar space
Let bards and beetles have their place
Poet: Robert William
Poem: Death Of A Cockroach
Volume: Carols of an Old Codger
terça-feira, 21 de julho de 2009
É proibido.
É proibido chorar sem aprender, Levantar-se um dia sem saber o que fazer Ter medo de suas lembranças. É proibido não rir dos problemas Não lutar pelo que se quer, Abandonar tudo por medo, Não transformar sonhos em realidade. É proibido não demonstrar amor Fazer com que alguém pague por tuas dúvidas e mau-humor. É proibido deixar os amigos. Não tentar compreender o que viveram juntos Chamá-los somente quando necessita deles. É proibido não ser você mesmo diante das pessoas, Fingir que elas não te importam, Ser gentil só para que se lembrem de você, Esquecer aqueles que gostam de você. É proibido não fazer as coisas por si mesmo, Não crer em Deus e fazer seu destino, Ter medo da vida e de seus compromissos, Não viver cada dia como se fosse um último suspiro. É proibido sentir saudades de alguém sem se alegrar, Esquecer seus olhos, seu sorriso, só porque seus caminhos sedesencontraram, Esquecer seu passado e pagá-lo com seu presente. É proibido não tentar compreender as pessoas, Pensar que as vidas deles valem mais que a sua, Não saber que cada um tem seu caminho e sua sorte. É proibido não criar sua história, Deixar de dar graças a Deus por sua vida, Não ter um momento para quem necessita de você, Não compreender que o que a vida te dá, também te tira. É proibido não buscar a felicidade, Não viver sua vida com uma atitude positiva Não pensar que podemos ser melhores, Não sentir que sem você este mundo não seria igual.sexta-feira, 17 de julho de 2009
quarta-feira, 24 de junho de 2009
segunda-feira, 8 de junho de 2009
POEMA DE
quarta-feira, 13 de maio de 2009
domingo, 10 de maio de 2009
SE TE QUERES MATAR
| Se te queres matar, por que não te queres matar? Ah, aproveita! que eu, que tanto amo a morte e a vida, Se ousasse matar-me, também me mataria... Ah, se ousares, ousa! De que te serve o quadro sucessivo das imagens externas A que chamamos o mundo? A cinematografia das horas representadas Por atores de convenções e poses determinadas, O circo policromo do nosso dinamismo sem fím? De que te serve o teu mundo interior que desconheces? Talvez, matando-te, o conheças finalmente... Talvez, acabando, comeces... E, de qualquer forma, se te cansa seres, Ah, cansa-te nobremente, E não cantes, como eu, a vida por bebedeira, Não saúdes como eu a morte em literatura! Fazes falta? Ó sombra fútil chamada gente! Ninguém faz falta; não fazes falta a ninguém... Sem ti correrá tudo sem ti. Talvez seja pior para outros existires que matares-te... Talvez peses mais durando, que deixando de durar... A mágoa dos outros?... Tens remorso adiantado De que te chorem? Descansa: pouco te chorarão... O impulso vital apaga as lágrimas pouco a pouco, Quando não são de coisas nossas, Quando são do que acontece aos outros, sobretudo a morte, Porque é coisa depois da qual nada acontece aos outros... Primeiro é a angústia, a surpresa da vinda Do mistério e da falta da tua vida falada... Depois o horror do caixão visível e material, E os homens de preto que exercem a profissão de estar ali. Depois a família a velar, inconsolável e contando anedotas, Lamentando a pena de teres morrido, E tu mera causa ocasional daquela carpidação, Tu verdadeiramente morto, muito mais morto que calculas... Muito mais morto aqui que calculas, Mesmo que estejas muito mais vivo além... Depois a trágica retirada para o jazigo ou a cova, E depois o princípio da morte da tua memória. Há primeiro em todos um alívio Da tragédia um pouco maçadora de teres morrido... Depois a conversa aligeira-se quotidianamente, E a vida de todos os dias retoma o seu dia... Depois, lentamente esqueceste. Só és lembrado em duas datas, aniversariamente: Quando faz anos que nasceste, quando faz anos que morreste. Mais nada, mais nada, absolutamente mais nada. Duas vezes no ano pensam em ti. Duas vezes no ano suspiram por ti os que te amaram, E uma ou outra vez suspiram se por acaso se fala em ti. Encara-te a frio, e encara a frio o que somos... Se queres matar-te, mata-te... Não tenhas escrúpulos morais, receios de inteligência! ... Que escrúpulos ou receios tem a mecânica da vida? Que escrúpulos químicos tem o impulso que gera As seivas, e a circulação do sangue, e o amor? Que memória dos outros tem o ritmo alegre da vida? Ah, pobre vaidade de carne e osso chamada homem. Não vês que não tens importância absolutamente nenhuma? És importante para ti, porque é a ti que te sentes. És tudo para ti, porque para ti és o universo, E o próprio universo e os outros Satélites da tua subjetividade objetiva. És importante para ti porque só tu és importante para ti. E se és assim, ó mito, não serão os outros assim? Tens, como Hamlet, o pavor do desconhecido? Mas o que é conhecido? O que é que tu conheces, Para que chames desconhecido a qualquer coisa em especial? Tens, como Falstaff, o amor gorduroso da vida? Se assim a amas materialmente, ama-a ainda mais materialmente, Torna-te parte carnal da terra e das coisas! Dispersa-te, sistema físico-químico De células noturnamente conscientes Pela noturna consciência da inconsciência dos corpos, Pelo grande cobertor não-cobrindo-nada das aparências, Pela relva e a erva da proliferação dos seres, Pela névoa atômica das coisas, Pelas paredes turbihonantes Do vácuo dinâmico do mundo... Álvaro de Campos, in "Poemas" Heterónimo de Fernando Pessoa |
sábado, 21 de março de 2009
pintura de lydia cristina
FLORESTA Quem planta uma floresta
Planta uma festa.
Planta a música e os ninhos,Faz saltar os coelhinhos.
Planta o verde vertical,Verte o verde,Vário verde vegetal.
Planta o perfumeDas seivas e flores,Solta borboletas de todas as cores.
Planta abelhas, planta pinhõesE os piqueniques das excursões.
Planta a cama mais a mesa.Planta o calor da lareira acesa.
Planta a folha de papel,A girafa do carrocel.
Planta barcos para navegar,E a floresta flutua no mar.
Planta carroças para rodar,Muito a floresta vai transportar.
Planta bancos de avenida,Descansa a floresta de tanta corrida.
Planta um piãoNa mão de uma criança:A floresta ri, rodopia e avança. Luísa Ducla Soares
visto no blog da biblioteca
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
PORQUE É NATAL..
nas coisas deste mundo
e muito menos no outro
mas ainda gostava de apanhar o mesmo comboio
para Paris
meio clandestino
de quando era jovem
quinta-feira, 16 de outubro de 2008

segunda-feira, 13 de outubro de 2008
MENDIGO DEL AIRE
COMO aspira el aire un recién nacido, a bocanadas profundas, maldigo los relojes y espero en el pliegue de las horas ese labios oscuro que a sí mismo se alumbra y justifica. ¿Acaso soy culpable de decir en vano la sombra de tu palabra? ¿Acaso prefieres el silencio del olvido? No es posible el olvido para quien te piensa, para quien te guarda dentro, a salvo de espadas, a resguardo del fuego, húmeda como el giro de una vida en los capilares de otra vida
SANTIAGO AGUADED LANDERO
compra-se aqui
o blog
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
PABLO NERUDA
quarta-feira, 6 de agosto de 2008
A felicidade exige valentia.

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